10 anos de Canja Carioca dia 10/09

Setembro 2, 2009 por Camila Santo

Descontos para associados da Rede Brasil França. Entre para esta lista enviando um e-mail para com.brfr@gmail.com

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Estagiária de Escola de Comércio realiza ação de marketing em estágio na BrFr

Junho 30, 2009 por Camila Santo

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Sylmara Vergnon com apenas 20 anos de idade, já realizou estágios na Cinematix (cinema) e For Wheel Parts (automóbil) nos Estados Unidos, e na Cosmomalia (cosméticos) e Esprit Métis (cultura) na França.

Estudante da Escola de Comércio INSEEC de Bordeaux em Comércio Internacional, atualmente cursando master em marketing, ela já possui diploma de técnica em Comércio Internacional.

Durante os meses de junho e julho de 2009, seus conhecimentos em economia, gestão e ciências sociais serão aproveitados em uma ação de marketing de relacionamento que a BrFr está fazendo junto com universidades e instituições do terceiro setor no Rio de Janeiro.

A Rede Brasil França deseja as boas vindas à Sylmara e espera que sua estadia no Rio de Janeiro agregue muitos conhecimentos ao seu currículo.

Primavera dos Livros encontra seu melhor espaço

Novembro 28, 2008 por egeu

A Primavera dos Livros é a feira de livros que reúne as editoras especiais que trabalham visando em primeiro lugar a qualidade. Ao contrário do mega evento Bienal do Livro que reúne as grandes editoras que trabalham com grandes números, tiragens e títulos comerciais a Primavera dos Livros apresenta as editoras quer fazem parte da Libre – Liga Brasileira de Editoras que congrega por exemplo a Cosaf Naify talvez a principal editora sobre arte do Brasil.

A partir desta quinta-feira (até domingo) a Primavera dos Livros está montada nos jardins do Museu da República, no Catete, depois de circular pelo Jockey e pelo Cais do Porto. Encontrou, sem dúvida, seu melhor espaço. Um local agradável com o apoio do auditório do Museu, onde serão realizados os debates e palestras. Com estação do metrô na porta, nas imediações do Largo do Machado, com Laranjeiras, Catete, Flamengo e Glória no entorno, distante 3 estações do Centro e de Copacabana, é o local ideal.

O grande diferencial é que os editores se fazem presentes no stands falando diretamente com o público. Para jovens escritores é uma chance de sondar possibilidades de publicação, para jovens produtores e pequenas editoras é uma maneira de auscultar o mercado e para os leitores uma oportunidade de comprar livos baratos pois os descontos chegam a 40%.

Para saber da programação veja aqui.

Cultura de redes e mobilização popular

Novembro 28, 2008 por egeu

O surgimento da Rede Social de Relacionamentos pela internet denominada gabeira43.ning.com em torno da candidatura de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio não foi uma surpresa.

Esta rede, que utilizou como ferramenta a “social network” Ning.com– criada em 2004 por Marc Andreessen (autor também do navegador Netscape) e Gina Bianchini – é apenas uma, dentre as dezenas de ferramentas tecnológicas (plataformas de utilização via internet) que vem sendo utilizadas diariamente no ambiente da grande rede (a conhecida world wide web ou para os íntimos www) com o objetivo de conectar pessoas com interesses comuns.

Mas, afinal, nos dias de hoje, que diabo de expressão é esta? O que significa esta palavrinha que vem sendo lida e citada em toda parte nas mais variadas acepções? Trabalhar em rede, rede de relacionamentos, organizações em rede, gestão em rede, etc. Tudo agora é em rede…

Na sua definição mais básica e rasteira podemos dizer que qualquer artefato que permita uma comunicação mais ou menos permanente entre um determinado número de pessoas conforma uma rede. Nesse sentido, a malha telefônica de uma cidade, é a rede telefônica. Ou antigamente (muito antigamente) a de trens formava a rede ferroviária. Com o tempo, os usuários constantes de um determinado tipo de informação passam a ser chamados também de uma rede. Portanto, a Ordem dos Cavaleiros Templários configurava de certo modo uma rede, as lojas das Casas Pernambucanas eram uma rede, e assim por diante.

Invente aí os exemplos que você quiser, até chegar aos emblemáticos exemplos do segmento das comunicações como a Rede Globo, a Rede Record, as redes radiofônicas e as redes de jornais e revistas, etc.

Qual é a grande diferença entre elas e o que hoje estamos conhecendo como Redes Sociais? É que elas recebiam erradamente o nome de redes – centralizadas, quando toda a informação era enviada apenas de um ponto, ou eram chamadas de redes – descentralizadas, quando vários pontos intermediários emitiam também informações. Mas, no fundo, elas nunca desenharam realmente uma Rede.

O que configura verdadeiramente uma Rede (faça o desenho e você vai ver) é a possibilidade de TODOS os pontos (ou nós ou nodos) poderem se comunicar com TODOS os outros pontos (ou nós ou nodos), em todas as direções, livremente, ponto a ponto (P2P), naquilo que se conhece conceitualmente como Rede Distribuída (conforme desenhada por Paul Baran para a estrutura de um projeto que se tornaria mais tarde a Internet).

E este foi, sem dúvida, o fator fundamental na topologia da rede Gabeira43.ning.com: como participante conversei com todo mundo livremente, escrevi textos para o blog, criei fóruns de discussão, coloquei fotos e vídeos, recebi e enviei mensagens, convidei pessoas e fui convidado, formei amigos, etc. E acredito que todos, em maior ou menor grau (sim, há limitações técnicas), atuaram também com essa liberdade. Todas as opiniões, mesmo as mais delirantes, eram expressadas livremente. É lógico que havia uma direção, um foco mínimo para a comunicação, impedindo deste modo que o ruído (para usar um termo da teoria da comunicação), a estática, fosse muito alta. É lógico também que não existem redes sem pessoas e elas se agregam por uma CAUSA.

Então qual é a grande mudança? Me parece que ela está bastante clara: a possibilidade de todos os cidadãos ouvirem e serem ouvidos e poderem congregar em torno de suas vozes as mais variadas e múltiplas maneiras e formas de ação e atuação. Sem que ninguém tenha que falar por elas.

Há portanto (ao se universalizar o acesso a internet, uma questão estratégica, doravante), uma atenuação da necessidade da representação enquanto forma de levar a algum lugar algumas demandas. Estamos falando portanto (com todo o cuidado que isso requer) de uma diminuição da democracia representativa em direção a algumas formas de democracia participativa mais direta.

E ainda mais: Para além de todas as vantagens de se ter informacão, em grande volume, circulando livremente, a Rede Social permitirá que várias ações aconteçam, bastando para isso que haja interessados o suficiente naquela ação (e de novo, com todo o cuidado que isso requer). O surgimento do MPD – Movimento pró-Democracia foi um exemplo disso.

Parece que uma nova forma de fazer política na cidade do Rio de Janeiro está se configurando (no bojo da disseminação da internet) quando se percebe que as pessoas se sentem melhor e mais entusiasmadas participando daquilo que lhes agrada, no âmbito de suas relações geográficas (ou não), em torno de suas questões, ou onde podem contribuir melhor com sua experiência.

Estamos falando portanto de que “pequenas causas” podem ter um poder de agregação tão forte quanto os grandes temas políticos. As Redes Sociais nos permitem perceber que há variadas formas possíveis de atuação e todas elas podem conviver. Se você não tem como contribuir nas questões do lixo urbano, pode pensar nas questões da dengue, mas se você tem contribuições em outras áreas, deve ter em mente que elas são importantes na mesma e igual medida, pois como disse Gabeira, todas as caras são bem-vindas pois “expressam uma incrível diversidade e apontam para uma unidade que não se destrói: a cara do ser humano.”

Egeu Laus

(designer, gestor cultural e pesquisador de Cultura Popular e Memória Gráfica Brasileira)

Programa Petrobras Cultural 2008/2009

Outubro 20, 2008 por Camila Santo

A BrFr abre a articulação de projetos via edital da Petrobrás. Para maiores informações, entre em contato no e-mail com.brfr@gmail.com

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa do lançamento do Programa Petrobras Cultural 2008/2009 (PPC), nesta terça-feira, 14 de outubro, às 9h30, no Salão de Eventos do Museu de Arte Moderna (Av. Infante Dom Henrique 85 – Parque do Flamengo), no Rio de Janeiro. Também participam da solenidade o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli e o gerente executivo de Comunicação da Petrobras, Wilson Santarosa.

A primeira seleção pública, de uma série de três, será para o setor de Produção e Difusão e as inscrições começam no dia 15 de outubro. Em maio de 2009, será a vez do setor de Preservação e Memória, e de Formação (Educação para as Artes).

O objetivo da iniciativa é financiar projetos culturais e artísticos para estimular a realização de ações de interesse público; consolidar o trabalho de resgate, recuperação e organização do acervo material e imaterial da cultura brasileira; contribuir para a formação de públicos, talentos e técnicos para o setor; estimular a reflexão sobre a cultura e o pensamento brasileiros e contribuir para uma melhoria do quadro geral da cultura nacional e para a afirmação da cultura como direito social básico do cidadão.

Novidades e Acordo MinC/Petrobras

Com o acordo de Cooperação Técnica Ministério da Cultura – Petrobras e de entendimentos com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao MinC, o PPC 2008/2009 exigirá a prévia inscrição na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) apenas para os projetos de produção de longa-metragem (produção em mídia digital e 35 mm, e difusão).

Nas outras áreas foi criada uma etapa intermediária, em que o MinC analisará os projetos finalistas sob os requisitos da Lei Rouanet, antes que eles sejam submetidos ao Conselho Petrobras Cultural, responsável pelo resultado final.

A partir desta edição os proponentes poderão acompanhar o status de seus projetos no endereço eletrônico do PPC, durante todo o processo de seleção, e também foi criado o setor de Cultura Digital. Esse setor traz duas áreas de seleção pública: Apoio ao aprimoramento de websites culturais brasileiros já existentes e Festivais e eventos de artes eletrônicas e cultura digital.

O segmento de Artes Cênicas abrangerá também o Circo com a criação de uma nova área de seleção pública, voltada para a manutenção de grupos, companhias de circo e trupes circenses’, ao lado das já existentes, para o Teatro e a Dança.

Para o setor de música foi agregado a seleção pública voltada para circulação de shows/concertos de música brasileira; a incorporação de Festivais de Música (até 2007 um edital externo ao PPC, patrocinado pela Petrobras) e a seleção voltada para a ‘Gravação e Circulação de Música com Disponibilização na Internet’, ao lado do incentivo à gravação para CD, já existente e que sofreu ajustes em sua proposta, detalhados no Regulamento.

Apresentação de Projetos para o MinC/BrFr 2009

Julho 6, 2008 por Camila Santo

Procedimentos

Critérios da programação do Ano da França no Brasil

A programação do Ano da França no Brasil será constituída principalmente por projetos propostos e gerenciados por parceiros franceses e brasileiros. Os projetos apresentados pelas equipes artísticas e operadores são submetidos à aprovação dos Comissariados dos dois países.

Os projetos propostos pelos operadores franceses serão examinados pelo Comissariado francês e os propostos no Brasil serão analisados pelo Comissariado brasileiro.

Os comitês mistos de organização aprovam e chancelam os projetos que respeitam as orientações gerais e os critérios estabelecidos pelos dois Comissariados:

As Orientações gerais são:

- A França hoje: criação artística, inovação tecnológica; pesquisa científica; debate de idéias; dinamismo econômico.

- A França diversa: diversidade da sociedade francesa, diversidade de saberes, diversidade regional (regiões da França metropolitana e ultramar).

- A França aberta: busca de parcerias franco-brasileiras que devem inspirar os projetos; parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo (África, Caribe, América Latina); debates sobre os grandes temas da globalização.

Os Critérios são:

- Conteúdo: respeitar as Orientações gerais da programação, mencionadas acima;

- modalidades: basear-se em uma parceria entre franceses e brasileiros e incluir, sempre que possível, uma forte dimensão de intercâmbio, permitindo a perenidade do projeto;

- financiamento: dispor de patrocínio ou de uma estratégia consistente de captação de recursos. Uma vez chancelados, os Comissariados poderão recomendar os projetos a patrocinadores.

Orientações quanto à apresentação de projetos no Brasil

No Brasil, a execução do Ano da França é da responsabilidade dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, com a participação de outras entidades públicas e privadas federais, estaduais ou municipais. Essas instituições comporão uma comissão nacional.

Quatro linhas gerais nortearão o trabalho do comissariado brasileiro:

- Diversidade: procurar garantir a maior diversidade de público e de tipos de eventos possível;

- territorialidade: empenhar-se para que os eventos atinjam todas as regiões do Brasil;

- permanência: assegurar que os efeitos do Ano da França no Brasil se estendam para além do período oficial de sua realização e tragam benefícios à sociedade brasileira;

- divulgação: implementar ações para levar a programação e os resultados do Ano da França no Brasil ao conhecimento do maior número possível de brasileiros.

Sobre os projetos culturais e artísticos

Os proponentes de projetos culturais e artísticos que necessitem dos mecanismos de apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91, a Lei Rouanet) e da Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) deverão fazê-lo da forma usual disponibilizada pelo ministério (saiba mais na página de Apoio a Projetos)  e em seguida encaminhar cópia do projeto para dri@minc.gov.br. O título do projeto deverá ser seguido da expressão ” – Ano da França no Brasil” de forma a permitir que proponente e sociedade civil visualizem todos os projetos da temporada cultural protocolados no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) por meio do sítio do Ministério da Cultura.

Já os proponentes de projetos que não necessitarão dos mecanismos de apoio, deverão apenas preencher o Formulário de Apresentação de projetos e encaminha-lo para dri@minc.gov.br.

Os projetos recebidos por e-mail serão encaminhados ao Comissariado Brasileiro que, além de acompanhar seu andamento, verificará se eles respeitam as “Orientações gerais”, os “Critérios” e as “Quatro linhas gerais” mencionados anteriormente. Caso aprovado, o projeto seguirá para avaliação final do Comitê Misto, composto das partes francesa e brasileira, que deliberará sobre sua inclusão na programação oficial do Ano. Os projetos chancelados no Comitê Misto poderão ser recomendados a patrocinadores.

É importante observar que os proponentes de projetos que pretendem se utilizar da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual serão os únicos responsáveis pela obtenção do Número do Pronac (código de identificação dos projetos culturais e audiovisuais protocolados nos canais oferecidos pelo Ministério da Cultura). As cópias dos projetos servirão exclusivamente para as análises do Comissariado Brasileiro e do Comitê Misto.

Sobre os projetos em outras áreas

Os projetos de outras áreas – científicos, educacionais, etc – são parte integrante da programação do Ano da França no Brasil. Seus proponentes deverão preencher o Formulário de Apresentação de projetos e encaminha-lo para dri@minc.gov.br.

Esses projetos serão encaminhados ao Comissariado Brasileiro que verificará o respeito às “Orientações gerais”, aos “Critérios” e às “Quatro linhas gerais” mencionados anteriormente. Caso aprovado, o projeto seguirá para avaliação final do Comitê Misto, composto das partes francesa e brasileira, que deliberará sobre sua inclusão na programação oficial do Ano da França no Brasil. Os projetos chancelados no Comitê Misto poderão ser recomendados a patrocinadores.

Prazo para apresentação de projetos

Todos os projetos deverão ser apresentados e protocolados, caso necessitem dos mecanismos de apoio do Ministério da Cultura, até o dia 31 de julho de 2008. Os projetos que respeitarem esse prazo poderão estar contemplados na primeira programação impressa do Ano da França no Brasil, se devidamente chancelados no Comitê Misto.

IMPRESSÕES DE FRANÇA – Raquel Naveira

Março 12, 2008 por Camila Santo

Sempre acalentei o desejo de conhecer a França. Estudava em São Paulo, no “Liceu Pasteur”. Os professores e colegas franceses, as aulas na Aliança Francesa, as sessões em que cantávamos os dois hinos, o nacional e a Marselhesa, as duas bandeiras tremulando lado a lado no pátio da escola, tudo isso ficou marcado para sempre em minha alma.

Mais tarde, aprofundei-me no estudo da língua, da civilização e da literatura francesas, formando-me em nível superior pela Faculdade de Nancy. Exerci o magistério nessa área, tendo ministrado aulas de francês na Aliança Francesa de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por vários anos.

Durante todo esse tempo percorri a França de forma espiritual: a terra, os homens, as belezas de Paris, a vida de cada província, as artes e as letras.

Nas duas vezes que estive em Paris, senti-me em casa, alguém em seu próprio ambiente, apenas reconhecendo coisas e lugares familiares.

Na primeira vez, dediquei-me aos pontos principais do centro de Paris, o coração da França. Na segunda, preocupei-me em passear pelos arredores, a chamada “banlieu”.

Não me caberia escrever um “guia de visita a Paris”. Isso nada acrescentaria à minha arte maior, que é escrever poesia e sobre poesia. O que de mais lírico vi em Paris não está em nenhum lugar ou monumento especial, mas em sensações indefiníveis como a de respirar arte, beleza, religiosidade pelos museus, praças, jardins e igrejas; compartilhar dos sofrimentos e lutas que formaram a história do povo francês; sonhar com cenas de quadros, pedaços de espelhos, rostos de estátuas. Por toda parte onde ia, agradecia intimamente tudo que estava vendo com os olhos, com o espírito, com as mãos, passando-as pelas pedras, pelos tecidos, pelas escadarias para que o fluídos e legados atávicos penetrassem em minha mente.

Escrevi o poema “Maria Antonieta”, depois de uma visita a Versalhes, ainda deslumbrada com tanto ouro, brilho e sangue. O poema ficou assim:

Sonhei que era Maria Antonieta,

Tinha um castelo perfumado

Como uma flor na floresta;

Tinha uma sala de espelhos

E lagos para ver minha silhueta;

Tinha um palco de seda

Para representar uma opereta;

Tinha um colar brilhante

Como a cauda de um cometa;

Tinha bolos e licores

Para os convivas de minha saleta;

Tinha criados que me anunciavam

Inclinados ao som de uma trombeta;

Tinha o ar frio e distante

De uma intrigante estatueta;

Tinha um vestido branco

Para dançar no bosque como uma ninfeta;

Tinha um sonho de colombina

Feito de vôo e pirueta;

Tinha tanta fortuna

O meu sonho de Maria Antonieta…

Terá sido em hora importuna?

Terá sido recordação funesta?

Onde a festa?

O fausto?

Nada mais resta…

Coube-me um canto de sarjeta

E o ressoar estranho

De uma risada do capeta.

Mais tarde, escrevi “Josefina” com restos de lembranças do castelo de “Malmaison”, residência de Josefina, esposa de Napoleão, que ali viveu seus últimos dias, tomada por uma tuberculose, que lhe minou de frio os ossos e a alma. Transcrevo trechos finais:

………….

Uma meiga Josefina,

Estendida sobre o dossel de prata,

Sentindo o perfume da mata

Onde as árvores têm tanta resina.

…/

Tosse,

Tosse, Deve ser o frio,

A saudade,

A morte,

Essa triste colombina.

Tenho procurado abertamente encontrar a sabedoria. Viajar, conhecer a Europa, de forma particular a França, foi um grande progresso. Ressoam em meus ouvidos as palavras do Eclesiástico: “Quando eu era jovem, antes de ter viajado,/ Busquei a sabedoria na oração;/ Pedi-a a Deus no templo,/ E buscá-la-ei até o fim de minha vida”.

Visualizar Rede

Dezembro 31, 2007 por Camila Santo

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Observe esta imagem e imagine sua própria rede dentro da BrFr.

Rioscope Dez-Fev

Dezembro 19, 2007 por Camila Santo

Educação e Língua Francesa » Feira de Pós Graduação e Educação Continuada

9 e 10 de dezembro,CampusFrance na Feira de Pós Graduação e Educação Continuada no Rio de Janeiro

 

 

Educação e Língua Francesa » Assistentes brasileiros de língua portuguesa na França
Os dossiês devem ser entregos antes do 25 de janeiro de 2008

 

 

Multidisciplinar Le mystérieux voyage – A misteriosa viagem

ate 21 de dezembro de 2007, Bons baisers de Jules Verne com a Aliança Francesa

 

 

Artes Visuais » Relíquias e Ruínas

11 de dezembro a 17 de fevereiro, Relíquias e Ruínas OI Futuro, RJ

 

 

Artes Visuais Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris

ate 27 de janeiro de 2008 no Centro Cultural Justiça Federal Av Rio Branco, 241 Centro

 

 

Artes Visuais Luz Interior – Patrick Bogner

ate 17 de fevereiro de 2008 No Instituto Moreira Salles, RJ Interiores,Fotografias de Patrick Bogner,

 

 

Teatro André de Philippe Minyana

ate 20 de fevereiro 2008 no Oi Futuro

 

 

Cinema, Televisão Televisão – TV France International

9 a 11 de dezembro, Le Rendez-vous TV France International

As pessoas interessadas em receber esta newsletter via e-mail devem se inscrever no site http://www.rioscope.com.br/website/

Primavera dos Livros em seu melhor local

Dezembro 19, 2007 por egeu

Acredito que finalmente a Primavera dos Livros, feira de editores que acontece há alguns anos no Rio de Janeiro, encontrou o seu lugar ideal. Está instalada nos jardins do Museu da República ao lado do Metrô, com linhas de ônibus e a grande população das redondezas que atinge Laranjeiras, Catete, Flamengo e Glória. Fica há 3 pontos de Metrô do Centro e na região onde ficam vários dos sebos de livros da Zona Sul do Rio.

Ao contrário da Bienal do Livro, mega evento das grandes editoras a Primavera dos Livros é uma feira das editoras especiais congregadas em torno da Libre, associação cujo perfil é qualidade em vez do tamanho ou a quantidade de títulos ou volume de vendas. Na Primavera você pode falar diretamente com os editores que estarão durante todos os dias atendendo os leitores “ao vivo” nos stands.

Para escritores é uma boa maneira de ascultar o mercado, talvez até sondar a possibilidade de publicar seus escritos, conhecendo de perto os editores. Para quem quer comprar livros os descontos são variados discutidos diretamente com os editores.

Vale a pena conhecer o mercado editorial “fora do eixo” que já congrega mais de 70 editoras entre as melhores editoras do Brasil.

Acontecem os mesmo tempo debates, palestras e shows pra adultos e crianças.

Eu recomendo! Começou nesta quinta-feira e vai até domingo.

Vejam a programação aqui.